É interessante acompanhar o desenvolvimento de uma nova abordagem de psicoterapia e como os temas e manejos clínicos vão evoluindo. É nosso objetivo oferecer à comunidade de EMDRistas o que há de mais recente na área.
O mais novo desses avanços tem a ver com EMDR na gravidez. Sabemos hoje que não há restrições para o paciente em se submeter ao tratamento com EMDR durante a gravidez, desde que não se trate de uma gestação de alto risco. Nesses casos, é importante avaliar o custo-benefício de se fazer EMDR, uma vez que, a prática pode ajudar até a reduzir riscos relacionados a uma gravidez complicada.. O fundamental é pesar as chances de ocorrência de um aborto espontâneo frente a uma situação de reprocessamento muito intenso.
O terapeuta, cliente e o obstetra devem avaliar se os ganhos compensam os efeitos do "banho químico" a que é submetido o bebê e a saúde da gestante por conta do estresse emocional que a paciente enfrenta. As mudanças fisiológicas naturais da mãe impactam o bebê, mas isso também vale tanto para o estresse crônico quanto para o estresse agudo (como ocorre no reprocessamento). Deve-se levar em consideração o que pode surgir durante a gravidez (conteúdo do processamento), e se tem sentido trabalhá-lo durante a gestação (medo do parto) ou esperar até que o bebê nasça (abuso sexual prolongado na infância).
Deve-se discutir os riscos com a mãe de forma que se obtenha um consentimento informado por parte desta, permitindo assim que a decisão seja dela. Exceto claro, quando for óbvio que não se deve prosseguir em razão dos altos riscos. Neste caso, o próprio terapeuta vetaria o EMDR, por bom senso, a fim de evitar maiores complicações à paciente e ao bebê.
Até a próxima!
Esly Regina de Carvalho,
Trainer, EMDR Institute/EMDR IBA
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