A estabilização é o momento do processo onde recebemos o paciente construímos rapport, entendimento comum do que esta se passando, damos informações psicopedagógicas sobre o trauma e o que é EMDR e o preparamos para as próximas fases. Esta apresentação pretende focar esta primeira etapa, que seria a construção do que convencionamos chamar de setting terapêutico dentro da perspectiva do EMDR. Este é um momento fundamental para o sucesso do tratamento. Quando nos posicionamos de forma correta frente a ele construindo um entendimento comum, que também podemos chamar de diagnostico comum, emparelhamos, damos sentido e fluidez ao processo. Reproduzimos e ativamos dentro do jogo psicoterapêutico capacidade inata de nós seres humanos de mimetização e sincronização com o outro na intenção de realizar algo, aprender e melhorar nossas chances de sobreviver. Lançamos mão constantemente como terapeutas desta aptidão para resolução das equações trazidas por nossos pacientes e não raramente nos beneficiamos aprendendo mais sobre nós e o mundo. Este processo pressupõe um exercício de entrar na plástica do outro, estranhá-la e refletir para e com ele sobre o que o aflige e suas potencialidades. Como se dá este processo? Como podemos transformar impressões em narrativa? Como construímos um diagnostico comum?
Palavras-chave: fases 1 e 2; estabilização; linguagem corporal; construção de diagnóstico comum.
Trabalho apresentado no II Congresso Brasileiro de EMDR
Brasília, 15 à 18 de novembro de 2012
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